Eu Tenho Que Devolver o Dízimo? Entenda o Que a Bíblia Realmente Diz

O dízimo sempre foi um tema que gera discussões entre cristãos. Alguns acreditam que ele é uma obrigação para todos os que seguem a Deus; outros defendem que é algo do Antigo Testamento e que, hoje, não tem mais validade.
Mas, afinal, eu tenho que devolver o dízimo?
Essa é a pergunta que muitos fazem, e a resposta não é tão simples quanto um “sim” ou “não”.

Neste artigo, vamos explorar o que a Bíblia realmente ensina sobre o dízimo, o contexto histórico, o princípio espiritual por trás dessa prática e como isso se aplica à vida de um cristão nos dias de hoje.

Prepare-se para entender o assunto de forma clara, equilibrada e sem extremismos.

Eu tenho que devolver meu dízimo? Homem devolvendo o dízimo na igreja!

O Que é o Dízimo?

Antes de tudo, é importante entender o significado da palavra “dízimo”.
A palavra vem do hebraico ma‘aser, que significa literalmente “a décima parte”. Ou seja, o dízimo é 10% de tudo o que se recebe.

Na Bíblia, o dízimo aparece como uma prática estabelecida antes mesmo da Lei de Moisés. Por exemplo:

“E Abrão lhe deu o dízimo de tudo.” (Gênesis 14:20)

Aqui, Abraão entrega o dízimo a Melquisedeque, sacerdote do Deus Altíssimo, muito antes da lei mosaica. Isso mostra que o dízimo não era apenas um mandamento da Lei, mas um ato voluntário de gratidão e reconhecimento.

O Dízimo no Antigo Testamento

Homens indo deixar o dízimo no templo no antigo testamento

O Antigo Testamento detalha como o dízimo deveria ser praticado pelo povo de Israel.

O propósito do dízimo

O dízimo tinha funções muito claras:

1. Sustentar os levitas, que não tinham herança de terra e viviam para o serviço de Deus (Números 18:21)

2. Ajudar nas necessidades dos pobres, órfãos e viúvas (Deuteronômio 14:28-29).

3. Manter o templo e o culto a Deus.

Portanto, o dízimo não era apenas uma “taxa religiosa”, mas um meio de manter a obra de Deus e cuidar das pessoas.

O Dízimo no Novo Testamento

Muitos se perguntam: “Se o dízimo é coisa do Antigo Testamento, por que ainda falamos sobre ele hoje?”

O Novo Testamento menciona o dízimo, mas o foco não está apenas na obrigação, e sim na motivação.

Jesus, por exemplo, reconheceu o dízimo:

“Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Pois dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, e tendes negligenciado o mais importante da lei: a justiça, a misericórdia e a fé. Deveis, porém, fazer estas coisas, sem omitir aquelas.” (Mateus 23:23)

Aqui, Jesus não aboliu o dízimo, mas destacou que ele não deveria ser feito sem amor e justiça.

Jesus ensinando sobre o dízimo

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Dízimo: Obrigação ou Princípio?

Essa é a grande questão.

No Antigo Testamento

O dízimo era mandamento para Israel. Quem não dizimava estava desobedecendo à lei.

No Novo Testamento

O foco é mais no princípio do que na obrigação. Paulo ensina sobre contribuir com alegria e generosidade:

“Cada um contribua segundo propôs no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria.” (2 Coríntios 9:7)

Isso não significa que o dízimo perdeu seu valor, mas que Deus se importa mais com a disposição do coração do que com o valor exato.

Por Que o Dízimo Ainda É Importante Hoje?

Mesmo que não estejamos sob a lei mosaica, o princípio do dízimo continua válido por alguns motivos:

1.Reconhecimento de que tudo vem de Deus – Ao dizimar, reconhecemos que nosso sustento vem do Senhor.

      2. Sustento da obra de Deus – Igrejas, missionários e projetos sociais dependem de recursos para funcionar.

      3. Exercício de fé e gratidão – O dízimo nos ajuda a confiar que Deus suprirá nossas necessidades.

      O Que Acontece Quando Não Dizimamos?

      A Bíblia fala sobre isso em Malaquias 3:8-10:

      “Roubará o homem a Deus? Todavia, vós me roubais e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas.”

      Esse texto muitas vezes é usado de forma punitiva, mas o contexto é mais sobre convite à fidelidade do que sobre castigo. Deus promete abrir as janelas do céu e derramar bênçãos sobre os fiéis.

      Não se trata de “dar para receber”, mas de andar em parceria com Deus.

      Dízimo x Oferta: Qual a Diferença?

      Dízimo: é a décima parte da renda, destinada ao sustento da obra e do ministério.

      Oferta: é qualquer valor dado além do dízimo, de forma voluntária e proporcional ao coração de cada um.

      O dízimo demonstra fidelidade, a oferta demonstra generosidade.

      Uma mão dando o dinheiro como dízimo e a outra dando um presente como oferta

      E se eu não tiver condições de dizimar?

      Essa é uma pergunta comum.
      O dízimo não é um peso para nos colocar em culpa, mas um ato de fé. Mesmo em momentos de dificuldade, muitos escolhem separar algo para Deus, como sinal de confiança.

      O exemplo da viúva pobre (Marcos 12:41-44) mostra que Deus valoriza mais a disposição do coração do que o valor em si.

      O Dízimo e a Prosperidade

      Alguns pregam que dizimar é a chave para ficar rico.
      Essa não é a promessa bíblica.
      A Bíblia ensina que Deus supre nossas necessidades (Filipenses 4:19), mas não que Ele fará todos prosperarem financeiramente apenas por dizimarem.

      O dízimo é mais sobre relacionamento e confiança do que sobre “investimento com retorno garantido”.

      O Dízimo e a Transparência na Igreja

      Muitas pessoas se desanimam em dizimar porque não sabem para onde vai o dinheiro.
      A Bíblia também ensina sobre boa administração e transparência (2 Coríntios 8:20-21).
      Por isso, é saudável que as igrejas prestem contas e usem os recursos de forma correta.

      Passos Para Dizimar com Consciência e Alegria

      Ore antes de entregar – Agradeça a Deus pelo que Ele tem dado.

      Separe primeiro para Deus – Coloque o dízimo como prioridade no seu orçamento.

      Escolha onde investir – Contribua em um ministério sério e comprometido.

      Faça com alegria – Não dê por pressão, mas por amor.

      Homem saindo da igreja feliz por que está honrando Deus com dízimos e ofertas

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      Então, eu tenho que devolver o dízimo?

      A resposta é: Sim, se o seu coração estiver disposto a honrar a Deus dessa forma.
      O dízimo não deve ser encarado como um peso, mas como um privilégio de participar da obra de Deus.

      Mais do que cumprir uma regra, o Senhor nos convida a viver a generosidade como estilo de vida.
      Seja no dízimo, nas ofertas ou em qualquer outra forma de contribuição, o importante é dar com amor, fé e gratidão.

      “Honra ao Senhor com os teus bens e com as primícias de toda a tua renda; e se encherão fartamente os teus celeiros, e transbordarão de vinho os teus lagares.” (Provérbios 3:9-10)

      Que possamos viver de forma generosa, sabendo que tudo o que temos vem de Deus.

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